Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 01/09/2022
De acordo com o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire, a educação muda as pessoas e, por isso, as pessoas mudam o mundo. Tal dogma mostra a fundamentalidade do ensino para a sociedade. Entretanto, de forma contraditória a essa descrita, mesmo que seja um fenômeno importante, as pessoas com transtornos neurológicos no Brasil possuem dificuldade de desfrutar. Diante dessa perspectiva, depreende-se que a falta de recursos e a educação ainda padronizada de algumas instituições contribuem para o agravamento do cenário.
Inicialmente, deve-se pontuar que a escassez de recurso é um fator originador do problema. Isso porque, mesmo que o atual presidente do País, Jair Bolsonaro, tenha sancionado a lei que estabelece a obrigatoriedade do acompanhamento específico aos estudantes com transtornos de aprendizagem nas escolas, a falta de estrutura impede que isso aconteça de forma eficaz, como tecnologias especializadas, livros simplificados, atividades que influenciem a concentração, entre outros. Dessa maneira, fica evidente a importância de melhorar essa questão, caso contrário, crianças com TDAH, dislexia e dificuldade de aprender, serão cada vez mais afetadas na área do conhecimento.
Ademais, a educação padronizada identifica-se como outro agente marcante da problemática, já que, por descrença na capacidade dos portadores dos transtornos, o ensino é transmitido focado apenas nas pessoas isentas do entrave. Sob essa ótica, é relevante citar a série The Good Doctor, no qual retrata com clareza o talento grandioso do jovem Shaun, médico autista em formação, que sempre possui excelência em sua profissão. Desse modo, torna-se inegável que esses indivíduos devem ser levados em consideração no âmbito do conhecimento e a educação precisa ser moldada, pois eles possuem certas habilidades independentemente dos impecilhos.
Logo, medidas devem ser tomadas. Portanto, cabe ao governo disponibilizar recursos às escolas, voltadas ao uso de pessoas com transtornos, a fim de combater a exclusão, por meio de investimentos em tecnologia e atividades que auxiliam na concentração, para que assim, as instituições possuam utencílios e, consequentemente, o ensino deixe de ser padronizado.