Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 02/09/2022

Na obra literária ´´Utopia``, de Thomas More, é retratada uma sociedade na qual a engrenagem social é desprovida de problemas. Nesse sentido, tal realidade não se reflete na sociedade brasileira, uma vez que a problemática da educação para pessoas com transtornos neurológicos tornou-se uma situação vivenciada em muitas escolas brasileiras. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falha na formação profissional de muitos educadores e a ausência de tratamento adequado no Brasil.

A priori, é importante destacar que há falha na formação profissional de educadores brasileiros. Em virtude da educação padronizada, tornou-se comum que muitos profissionais da educação explorem um ensino único e, consequentemente, pouco inclusivo para com os portadores de algum transtorno neurológico no Brasil. Tal realidade coopera para uma massa significativa de indivíduos brasileiros, com transtornos neurológicos, sem um ensino apropriado. Desse modo, é necessário uma atenção quanto a formação dos profissionais, visto que tal área impacta positivamente no desenvolvimento de tais brasileiros.

Além disso, é indubitável que a ausência de tratamento para pessoas com transtornos neurológicos é alarmante no Brasil. Em razão da pouca preocupação governamental acerca da problemática, nota-se o quanto é escasso o tratamento de qualidade para os brasileiros portadores de algum transtorno neurológico. Segundo a Constituição federal brasileira, todo cidadão tem como direito básico o acesso adequado à saúde. Paralelamente negar tratamento às pessoas portadoras de transtornos neurológicos, é excluí-las de sua participação na cidadania brasileira.

Portanto, é mister que medidas sejam tomadas para amenizar o quadro atual. O Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde devem promover um curso de capacitação para profissionais da educação, assim como políticas públicas de tratamento digno nas redes de saúde, na qual assegurem desde os medicamentos necessários até terapias psicológicas, por meio de um projeto de leis entregue à Câmara dos Deputados. Tais medidas visam o acolhimento das pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras.