Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 03/09/2022
O filme americano “Extraordinário” retrata o dia a dia de August, um menino com o rosto deformado e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade, que sofria bullying pelos colegas. Em consonância com a realidade da sociedade brasileira, muitas crianças desenvolvem um medo da escola por conta da rejeição. Dessa maneira, ocorre a falta de educadores especializados em transtornos neurológicos nas escolas e a negligência em torno da inclusão social desses alunos portadores de deficiência.
Nessa perspectiva, segundo o educador brasileiro Paulo Freire “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”, ou seja, com a falta de educadores especializados nesses transtornos mentais acompanhando o aluno em seu processo de aprendizagem, sem eles a sociedade brasileira permanece estagnada. Consequentemente, prejudica e desmotiva o aprendizado individual do aluno que perde o interesse na escola e torna-se ocioso.
Paralelamente à falta de educadores especializados nas escolas, ocorre a negligência em incluir estes alunos na sociedade brasileira. Bem como ocorreu no século XX com a Segunda Guerra Mundial, a violência e a exclusão de minorias consideradas inferiores ao resto da população; simultaneamente acontece na sociedade atual com pessoas portadoras de algum déficit mental, que são tratadas de maneira pejorativa com o intuito de rebaixa-lás. Assim como Thomas Hobbes dizia “o homem é o lobo do homem”, ou seja, a humanidade causa seu próprio mal e destruição.
Fica exposto, portanto, a necessidade de educadores presentes no acompanhamento do aprendizado do aluno e a importância da inclusão social. Para isso, cabe ao Ministério da educação, por intermédio de verbas públicas, disponibilizar formação especializada em transtornos neurológicos aos professores, e ainda, promover palestras de conscientização aos alunos para que possam incluir seus colegas com transtornos na sociedade. Por fim, o Brasil será exemplo de inclusão social, diferentemente do que ocorre no filme “Extraordinário”.