Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/09/2022

Na Antiguidade clássica, Esparta era uma cidade baseada na educação militar para meninos, com objetivo de abastecer seus exércitos. Os jovens que não apresentassem problemas de saúde tornavam-se soldados e ao final da carreira poderiam compor a Gerúsia. De forma ánaloga, a educação brasileira ainda é um privilégio de pessoas saudáveis, sem transtorno neurológico que não comprometam a padronização do ensino. Nesse sentido, convém analisar a ineficiência da educação brasileira e o abandono familiar de pessoas com distúrbios neurológicos no Brasil.

Diante disso, as escolas de maneira geral, não promovem uma educação inclusiva, devido as diretrizes estarem defasadas. Segundo Portal de Noticias G1, durante a pandemia muitos alunos com diagnóstico ansiedade e TDH, por exemplo ficaram desassistidos e ao retornarem para as escolas enfrentam dificuldades, para atender requisitos aprovatórios. Tal fato, demonstra infelizmente, a ineficiência do planejamento escolar para atender a neurodiversidade dos alunos.

Nessa ótica, do planejamento ineficaz, associa-se a falta de apoio familiar com o acompanhamneto pedagógico ao longo dos anos. A Sociedade Brasileira de Neurologia, aponta que a ausência familiar no tratamento médico afeta não somente o plano terapêutico, mais também a permanência na escola. Essa evidência médica, corrobora para a baixa concretização do ensino e causa rendimento escolar insatifastório, tanto para a escola quanto para os estudantes.

Portanto, a ineficiência do ensino e o abandono familiar são desafios enfrentados pelas pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Esse impasse deve ser superado, por meio do Ministério da Educação, através da reformulação das diretizes educacionais, com intuito de favorecer a neurodiversidade dos alunos. Dessa forma, a educação será ofertada de maneira assertiva para pessoas com transtorno neurológicos.