Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 09/09/2022

A série televisiva americana “The Good Doctor”, o Dr. Shaun — médico portador do Transtorno do Espectro Autista, luta diariamente com as dificuldades decorrentes da convivência dele com a sociedade, principalmente em seu ambiente de trabalho. De maneira análoga a isso, a questão da inclusão de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras apresenta um quadro preocupante, tanto por causa do desconhecimento da sociedade acerca das pessoas com distúrbios comportamentais, quanto pelo descaso do Estado.

Em primeira análise, a desinformação sobre as patologias neurológicas constituem um impedimento para a inclusão desses indivíduos nas escolas e na sociedade. Nesse âmbito, tendo em vista o pouco que se sabe sobre essas doenças e tudo aquilo que é desconhecido causa medo, como consequência, tem-se a dificuldade de inserir essas pessoas no meio social, uma vez que a falta de informação leva ao preconceito. Desse modo, como prova disso, apenas em 1993 o autismo foi incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, o que comprova a falta de conhecimento sobre o assunto.

Outrossim, a falta de atenção dos estados é um dos entraves para a melhoria da problemática. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social e a vida em sociedade é essencial para a sua realização pessoal e busca pela felicidade. Nesse aspecto, é importante a inclusão de pessoas com transtornos neurológicos na sociedade, tal impedimento é causa da ineficiência das instituições de ensino em proporcionar uma inclusão adequada, o que implicará em um desenvolvimento inadequado.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a amenizar tal problemática. Dessa maneira, cabe ao Estado com o Ministério da Educação, doar verbas para as capitais e municípios para contratar e qualificar profissionais, com palestras, treinamentos e orientações sobre como proceder com alunos com esse transtorno, para que assim, eles possam se desenvolver, viver em sociedade e ser incluídos nas escolas. Além disso, o Ministério da Saúde, aliado as mídias sociais devem promover campanhas para informar melhor a população sobre essa doença, a fim de minimizar o preconceito existente e incluí-los no âmbito social.