Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 12/09/2022
O mês de setembro, conhecido como Setembro Verde, é marcado pela necessidade de conscientizar os indivíduos sobre a inclusão social. Todavia, mesmo com uma data para lembrar da importância da inclusão de pessoas com deficiência, ainda ocorrem desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Isso se deve não somente à falta de ações governamentais, mas também à falta de equidade no ensino.
Sob essa perspectiva, a inércia governamental catalisa esse desafio. Nesse sentido, a falta de recursos nas escolas, para diagnosticar alunos, faz com que não ocorra uma educação adequada para o transtorno. A exemplo disso, sem o diagnóstico do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) pode confundir-se com um aluno “preguiçoso”, que apenas não se esforça para tirar boas notas. E com isso, alunos que têm diagnóstico tardio desse transtorno, não possuem um tratamento diferencial para desenvolver as habilidades necessárias. Logo, o diagnóstico lento acarreta na falta de recursos para o aluno conseguir se desenvolver.
Ademais, o desafio em tratar os alunos de acordo com suas habilidades corrobora para a problemática supracitada. Nesse viés, na Declaração de Salamanca é prevista que os colégios devem oferecer um tratamento diferenciado de acordo com as habilidades dos alunos, entretanto, na prática isso não ocorre. Isso se deve ao fato de que o ensino conteudista não proporciona uma equidade, haja vista que preza ensinar o tradicional para todos os alunos . Dessa forma, pessoas com transtornos neurológicos como, TDAH, autismo e superdotação são extremamente prejudicados, pois não desenvolvem as aptidões que necessitam.
Portanto, é perceptível a necessidade de intervir nesse desafio da educação. Assim, o Governo deve promover o diagnóstico precoce de todos os transtornos neurológicos, por meio da inserção de psicólogos em todas as escolas- com consultas para todos os alunos, independentemente do seu rendimento escolar- a fim de oferecer recursos para todas as habilidades necessárias. Outrossim o Ministério da Educação deve promover um curso para os docentes, para que possam identificar e trabalhar as aptidões de todos os alunos.