Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 12/09/2022
O Holocausto Brasileiro matou mais de 60 mil pessoas, essas enviadas para o hospital Colônia em sua maioria por serem portadoras de algum tipo de deficiência neurológicas. Em paralelo com o contexto atual, o Brasil perpetua o descaso com pessoas com deficiência e ainda apresenta dificuldades para inserir esses indivíduos em vários âmbitos, principalmente o escolar. Logo, a continuidade de uma sociedade omissa contribue para exclusão de pessoas neurotípicas do convívio escolar.
De início, a perpetuação de uma sociedade negligente sobre transtornos neurológicos contribui para o agravamento da problemática. Nessa óptica, na série “Atypical”, o protagonista Sam, um garoto com autismo, enfrenta diversas dificuldades no ensino médio devido o despreparo das pessoas que vivem ao seu redor. Sob esse viés, embora haja grandes avanços como a lei que obriga programas de diagnóstico de transtornos nas escolas, a realidade está muito distante de uma inclusão efetiva, faltam verbas para contratação de profissionais especializados, materiais especifícos, escolas preparadas, novos métodos de ensino etc, para atender as necessidades dessa parcela da população.
Ademais, a segregação de pessoas com autismo, TDAH, dislexia ou outras deficiências é uma das consequências da falha no sistema educacional em acolher esses indivíduos. Nessa perspectiva, O Holocasto Brasileiro evidência a desumanização que as pessoas com deficiência sofrem no espaço social. Logo, é perceptível que a falta de direitos é uma constante na vida desses indivíduos, que quase não possuem acesso a tal direito constitucional e que ainda por cima quando não são excluidos recebem uma educação precaria que não se importa com o aprendizado eficaz.
Portanto, os desafios do ensino de pessoas com transtornos neurológicos são causados pela sociedade despreparada que colabora para exclusão de pessoas neurotípicas. Diante disso, cabe aos politícos, os educadores etc, diminuir essa segregação através medidas como debates em esferas sociais, públicas e econômicas, para espectadores de todas as faixas etárias, a fim de acabar com a omissão social e buscar alternativas para aumentar a inclusão.