Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 14/09/2022
O filme “Uma mente brilhante” retrata a história verídica de John, um matemático ganhador do prêmio Nobel. No entanto, ao descobrir-se esquizofrênico acaba tendo dificuldades para lidar com a doença. Sob essa perspectiva, histórias semelhantes ainda são vivenciadas na sociedade e, além disso são encadaradas como um tabu. Com isso, indivíduos com trantornos neurológicos são excluidos diariamente dos nichos sociais e principalmente do acesso à educação de qualidade, devido a negligência do Estado.
Em primeira análise, para o educador brasileiro Paulo Freire “Educação muda as pessoas e pessoas mudam o mundo”. Sob essa análise, a educação de qualidade permite que a sociedade encare as diferenças de uma maneira mais sútil e isso, tem por consequência, as desmestificações acerca de tabus. Visto que tais doenças sempre foram associadas a “castigos divinos” e poucas vezes aos verdadeiros fatores que são biológicos e genéticos. Logo, os estigmas associados as doenças mentais seriam extintos se houvesse informação desde a educação básica.
Em segunda análise, a Carta Magna promulgada em 1988, garante acesso à educação para todos os cidadãos brasileiros.Entretanto, esse preceito não é legitimado na prática, visto que os indivíduos com doenças mentais necessitam de cuidados inclusivos, mesmo que a direção escolar disponibilize um pedagogo para acompanhar nas atividades escolares, o vínculo com os colegas não é estabelecido de maneira sólida, de modo que seja natural a convivência. Logo, para que o acesso à educação seja completo é necessário também priorizar práticas integrativas.
Desse modo, é necessário que exista práticas educacionais efeitvas para pessoas com transtornos mentais. Ademais, o Ministério da Educação junto do Ministério da Saúde deve implentar, por meio de verbas governamentais, aulas na grade escolar que visem tratar do assunto de acordo com a faixa etária de cada criança, garantindo além da educação na sala de aula, práticas que estimulem os indivíduos com a doença a ir para escola com mais motivação. Soemnte assim, o Brasil será um país mais inclusivo.