Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 20/09/2022
Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos desafios para a educação de pessoas com transtornos mentais no ambiente escolar. Haja vista que problemas neurológicos podem se manifestar de formas diversas e as escolas não acolhem essa diversidade na parte social. Isso ocorre devido à banalidade do mal e ao individualismo da sociedade. Logo, é necessário que haja resolução desses problemas em prol da plena harmonia social.
Primeiramente, a filósofa Hanna Arendt, em sua tese “Banalidade do mal”, afirma que quando uma atitude hostil é feita constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Dessa forma, portadores de transtornos neurológicos apresentam dificuldades na forma de aprendizado e na parte social do ambiente escolar, como não conseguirem focar na matéria que está sendo ensinada, requisitando maior apoio e atenção dos educadores. Contudo, a maioria das escolas não fornecem acompanhamento adequado para essas pessoas, dificultando a inserção delas nesse ambiente. Por exemplo, tem jovens que não conseguem ficar sentados na carteira prestando atenção na aula pois a inquietude é um dos sintomas de doenças mentais, como a esquizofrenia. Consequentemente, esses indivíduos são prejudicados na hora do aprendizado e recebem tratamento segregacionista da sociedade, banalizando o afastamento de portadores de deficiencia mental do convívio social.
Além disso, segundo a teoria da “Modernidade Líquida”, de Zygmunt Bauman, os indivíduos não se importam com o que ocorre ao seu redor- apenas com seus interesses laborais. Nesse sentido, a população não dá a devida importância à inserção de deficientes mentais nas escolas, pois eles representam uma minoria diante do total de alunos, expondo crianças e jovens ao preconceito e à exclusão social, como a dificuldade de fazer amigos e participar de atividades em grupo, nos quais esses indivíduos são, em geral, excluídos por não possuírem os mesmos comportamentos que os outros colegas, muitas vezes apresentando dificuldades de raciocínio.
Portanto, cabe ao governo promover campanhas de incentivo à escolarização de portadores de transtornos neurológicos. Isso iria ocorrer por meio das redes sociais, como Instagram e Youtube, e incentivaria o acolhimento de alunos e professoeres com crianças e jovens deficientes. Efetivamente, a fim de minimizar os desafios para pessoas com problemas mentais no ambiente escolar.