Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 22/09/2022

Descrito pela primeira vez em 1943 pelo psiquiatra Leo Kanner, o autismo é uma doença de difícil diagnostico e que não possui cura. Infelizmente, portadores desse transtorno, além de enfrentar batalhas diárias, ainda precisam lidar com a precária estrutura da educação brasileira, que os impossibilitam de gozar de seus direitos em sua plenitude. Nesse contexto, deve-se analisar os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

De acordo com o capítulo V da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LBD), o ingresso de uma criança autista em escola regular é um direito garantido por lei, mas na prática, não é o que ocorre, visto que menos de 30% dos brasileiros autistas estão na escola. Isso acontece porque, o sistema público de educação têm matrizes curriculares falidas, que tratam a educação como meio para “decorar” datas e fórmulas vazias, segregando os que não se encaixam no “padrão”, o que embassa ainda mais a intolerância e preconceito na qual essas pessoas são submetidas.

Outrossim, é relevante afirmar que quando esses indivíduos conseguem uma escola com cuidadores e toda a infraestrutura necessária, outro problema acontece: o bullying. Isso ocorre devido as raízes históricas brasileiras, que amontoava pessoas com algum tipo de problema - taxados como loucos - em hospícios, onde as pessoas sofriam abusos e violência sem precedentes; exemplo disso foi o manicômio Colônia que foi o lugar da morte de mais de 60 mil internos. Por consequência desse acontecimento funesto, muitas pessoas, ainda mantêm o pensamento de que os diferentes precisam ser excluídos e afastados do convívio em sociedade, fato que precisa ser abolido.

Torna-se evidente, portanto, que precisam ser tomadas medidas enérgicas para mudar esse cenário no Brasil. Em razão disso, o Ministério da Educação em parceria com o Governo Federal, devem transformar o ensino público, baseando-se em métodos que funcionem de verdade e preparem os alunos para a vida; como o melhoramento da infraestrutura das escolas, a especialização de professores e a disponibilização de vagas para todos, como está escrito na lei, a fim de proporcionar aos autistas e outros deficientes, uma educação de qualidade.