Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 22/09/2022
O filme “extraordinário” que conta a história de um menino que possui uma deficiência facial revela como a sociedade não está preparada para lidar com pessoas que possuem transtornos, seja eles quais forem. No filme, o personagem August sofre sério preconceito na escola, o que o atrapalha a desenvolver diversas áreas de sua vida. No entanto, a realidade não é tão divergente da ficção, a educação para pessoas com transtornos neurológicos no Brasil ainda é um desafio, tanto devido ao preconceito que essas pessoas sofrem quanto pela falta de informação e a ignorância da população sobre como lidar.
Primeiramente, o preconceito das pessoas com o que é diferente delas não é atual, o que acarreta no agravamento do problema. Percebe-se isso quando na Grécia antiga, crianças eram mortas e sacrificadas por nascerem com algum tipo de deficiência. Apesar de ser um problema antigo, a sociedade ainda não aprendeu a conviver e respeitar, portadores de transtornos sofrem preconceito em todos os lugares, inclusive em meios educacionais, na idade primordial para seu desenvolvimento. Essas pessoas sofrem exclusão tanto por parte dos alunos quanto dos professores e da direção, o que traz grave problema na educação desses indivíduos.
Além disso, a falta de informação e a ignorância a respeito do problema fazem com que seja ainda mais difícil para lidar e resolver. Segundo Paulo Freire, se a educação sozinha não transforma o mundo, sem ela tampouco a sociedade muda. Logo, o desconhecimento dos indivíduos a respeito de como lidar com portadores de tais transtornos ou como educá-los melhor e permiti-los o melhor acesso à educação, de forma que esses possam se desenvolver melhor e não possuir atraso em relação aos outros alunos.
Verifica-se, portanto, que o problema é grave e deve ser combatido. Por isso, é dever das escolas, principal meio de informação e educação da população, além de divulgar informações a respeito desses transtornos e como a sociedade pode lidar com eles, promover o melhor acesso á pessoas deficientes à educação por meio de palestras conscientizadoras e reformas estudantis, contratando profissionais qualificados a fim de garantir a inclusão de todos no âmbito escolar.