Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 29/09/2022

Segundo Émile Durkhein, pensador francês clássico da sociologia, os fatos sociais moldam a maneira de agir das pessoas pela influência que eles exercem sobre elas e, dessa forma, a sociedade se compara a um organismo vivo e como tal pode padecer de enfermidades. Sendo assim, uma das principais patologias da modernidade são os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Por isso, é imperativo que a coletividade busque a raiz e o efeito desse miasma.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a evolução dessa problemática deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tal recorrência. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garantiu a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, segundo Censo Escolar, o número de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) que estão matriculados em classes comuns no Brasil aumentou 37,27% em um ano. Portanto, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, outro ponto que merece atenção está relacionado às consequências geradas por esse contexto é o desafio ao educador, pois além de ser uma criança que exige atendimento individualizado, exige atenção e estratégias diversificadas. Só o relacionamento com o aluno pode trazer mais segurança para o educador trabalhar de maneira eficaz com esses alunos. Devido à falta de atuação das autoridades, o fato espalhou-se pela sociedade moderna de maneira calamitosa, sendo inadmissível encarar tais fatos em um país como Brasil.

Destarte, com intuito de mitigar a problemática, necessita-se que o Ministério da Educação, crie uma campanha de conscientização por meio de assembleias, para auxiliar os profissionais da educação, tendo como finalidade aumentar os índices de alunos nas escolas. Dessa forma, o Brasil poderá superar os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras.