Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 23/09/2022
O artigo 6 da Constituição de 1988, garante a todos os invíduos o direito a educação. Visto isso, percebe-se que não é o que tem acontecido na realidade, quando se observa os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Sendo assim, torna-se imperioso analisar as causas desse revés: a falta de investimento do governo e o preconceito da sociedade.
Em primeira análise, é preciso destacar a falta de investimento do governo, que causa defasagem no ensino. Sob essa ótica, o filósofo Jhon Rawls, em sua obra ‘‘Uma Teoria de Justiça’’, defende que, um governo ético é aquele que disponibiliza recursos financeiros a todos os setores, incluindo a educação. Ademais, a falta de investimento na educação de pessoas com transtornos neurológicos causa a defasagem no tratamento do mesmo, visto que sem dinheiro não é possível investir em profissionais adequados, materiais específicos e nem estrutura suficiente, propulsando a exclusão dessas pessoas ainda mais, o que infelizmente é evidente no Brasil.
Outrossim, é igualmente preciso apontar o preconceito da sociedade com os indivíduos com transtornos neurológicos, que vem sendo construidos desde os primórdios da civilização. Uma vez que, na Grécia Antiga, em Esparta, pessoas com transtornos neurológicos eram vistos com maus olhos pela sociedade e eram sacrificados. Para além disso, na sociedade atual esses indivíduos ainda são vistos com maus olhos, justamente por acharem que essas pessoas são inferiores ou menos aptos. Bem como retratado na série ‘‘The Good Doctor’’, da ABC, que mostra a história de um médico com autismo, que é desvalorizado por outros médicos pelo seu transtorno, mas mesmo assim ele prova ser o mais qualificado.
Portanto, faz-se mister medidas capazes de atenuar o problema. O ministério da Educação por meio do investimento do Governo Federal, deve criar projetos para a qualificação de profissionais para ensinar indivíduos com transtornos neurológicos nas escolas, incluindo-os cada vez mais no ambiente escolar e familiarizando-os com outros alunos, que como consequência vai quebrar o preconceito que gira em torno dessas pessoas