Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 23/09/2022

Na obra pré-modernista, “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do escitor Lima Barreto, o major Quaresma acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Ao analisar, entretanto, os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que as raízes históricas e as falhas no sistema educacional potencializam esse entrave.

Diante deste cenário, é lícito postular a intrínseca relação entre o contexto histórico e o impasse. Sob esse espectro, segundo Pierre Bordieu, a sociedade incorpora pensamentos difundidos ao longo dos anos e os reproduz com naturalidade. Nesse contexto, tal firmação pode ser elucidada ao observar que a sociedade criou um estereótipo em que julgam pessoas portadoras de transtornos neurológicos incapazes de realizar determinadas atividades, como ter aulas em escolas ou praticar esportes. Consequentemente, dificulta a inclusão deste grupo na sociedade.

Ademais, é imperioso destacar a influência das falhas educacionais sobre a problemática. Sob esse viés, o economista Arthur Lewis afirma que a educação nunca foi despesa, mas sim investimento com retorno garantido. Entretanto, vê-se que o ideal de Lewis se encontra deturpado no cenário brasileiro, visto que as escolas carecem de investimentos em estruturas e profissionais áptos para oferecer a atenção e suprir as necessidades dos alunos portadores de transtornos, por exemplo, atendimento psicicopedagogo com o estudante. Dessa forma, faz-se necessário a resolução deste imbróglio.

Diante dos fatos supracitados, medidas são necessárias para resolver este entrave. Dito isso, é de incubência do Governo, como instância máxima de administração executiva, investir em estruturas escolares que auxiliem na educação de alunos com transtornos neurológicos, por intermédio da contratação de profissionais especializados em psicopedagogia e extratégias didáticas, com o fito de oferecer a todos os estudantes um ensino igualitário. Além disso, promover a quebra do esteriótipo perpetuado pela sociedade, por meio de campanhas e propagandas. Assim, os desafios para a educação deste grupo serão mitigados.