Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 07/11/2022

O romance filosófico “Utopia”- criado pelo escritor inglês Thomas More no século XVI-retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante à exclusão educacional de pessoas com transtornos neurológicos no Brasil. Dessa forma, entre os fatores relacionados a esse segmento, podem-se destacar o grande preconceito existente e a falta de profissionais qualificados nessa área.

Mormente, cabe analisar a intolerância com as pessoas que apresentam esses transtornos como principal desafio a ser enfrentado. A série “Eu nunca”, produzida pela Netflix, conta a história de uma menina autista que luta para viver uma vida normal em meio a uma sociedade preconceituosa. Sob essa perspectiva, muitos indivíduos com transtornos de aprendizagem enfrentam diversas dificuldades desde pequenos, no ambiente escolar e familiar, o que pode ser prejudicial ao seu desenvolvimento. Desse modo, a discriminação e o bullying podem acabar com a autoestima e a confiança dessas pessoas, por isso devem ser alvo de discussões atualmente.

Por conseguinte, essa situação torna-se ainda mais alarmante com a ausência de profissionais adequados a esse ensino nas escolas. A Constituição federal de 1988 assegura a defesa dos direitos fundamentais dos indivíduos. Entretanto, é notório o rompimento desse contrato social devido à falta de qualificação de professores que atuem com alunos que possuam transtornos neurológicos. Além disso, o ensino padronizado é ineficaz por promover a exclusão desses cidadãos em sala de aula. Logo, tudo isso contribui para a perpetuação desse quadro caótico.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar esse impasse. Para tanto, o governo federal -Poder Executivo no âmbito da União- deve promover uma maior qualificação de profissionais que trabalhem com a educação especial e inclusiva nas instituições de ensino. Isso seria realizado por meio do Ministério da Educação, a fim de melhorar o desenvolvimento dos jovens brasileiros . Espera-se, com isso, concretizar a “Utopia” de More hodiernanente.