Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 29/09/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras dificulta a realização dos planos de More. Esse cenário adverso é fruto da negligência estatal e da falta de conscientização popular.
Sob essa ótica, é notável que a indiligência do Estado é fator determinante para perpetuação da problemática. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das instituições zumbis, que as define como presentes na sociedade, todavia, sem cumprir sua função social com excelência. Logo, a dificuldade que as pessoas com transtornos neurológicos tem na educação, é fruto da inação do Estado, uma vez que o Ministério da Cidadania não cumpriu a função ao longo dos anos de produzir a educação inclusiva para todos.
Outrossim, é imperativo ressaltar a falta de consciêntização popular como fator determinante para perpetuação da problemática. Nesse sentido, o filosofo alemão Karl marx, discorre em suas obras que: " Não é a consciência pessoal que determina o ser, mas o ser-social que determina-o". Desse modo, enquanto Estado se omitia de cumprir seus deveres, a sociedade não assumiu a postura ativa e não lutou na busca dos direitos das pessoas com transtornos e pela inclusão, sendo assim também culpada pela perpetuação do quadro deletério.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos. Dessarte, com o intuito de mitigar o imbróglio, o Ministério da Cidadania, criar ações afirmativas, por meio de acompanhamento e registro de todas as pessoas com esses transtornos, para que profissionais possam estar presentes no desenvolvimento acadêmico desses cidadãos, além disso, deve-se propor mudanças na legislação ao Ministério da Justiça que visem cobras das instituições de ensino posturas ativas, por meio de palestras e contratação de profissionais para suprir as demandas e combater a desinformação, a fim de promover a igualdade. Somente assim a coletividade alcançará a Utopia de More.