Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 27/09/2022

Com o crescente avanço da medicina, sabe-se cada vez mais sobre transtornos neurológicos como TDAH, autismo, dislexia, entre outros, e como eles dificultam o processo de aprendizagem das pessoas que os portam. Mesmo assim, observando a situação atual das escolas brasileiras, vemos que há falta de profissionais preparados para educar esse grupo de indivíduos e muita desinformação sobre o tema, da parte de alunos e professores.

O material existente sobre este tema nas formações superiores é desatualizado e escasso, gerando profissionais incapazes de lidar com a problemática em sala de aula e prejudicando o desenvolvimento de alunos que portam tais transtornos. Nossos professores não são ensinados sobre as metodologias mais eficientes para educar esse grupo de pessoas, como por exemplo o método ABA para crianças com autismo.

Pesa ainda a imensa falta educacional que existe entre os alunos sobre tal temática. Durante toda a vida escolar, um estudante dificilmente verá o assunto ser abordado, seja em sala de aula ou fora dela, através de palestras, seminários etc. Tal falta de conhecimento gera preconceito e dificulta a adaptação e socialização dos estudantes que têm esses transtornos, pois suas limitações não serão compreendidas e devidamente respeitados.

Portanto, tendo em vista a falta de profissionais qualificados para educar pessoas com transtornos neurológicos e a grande desinformação sobre o tema por parte dos estudantes, faz-se necessário que o governo crie políticas públicas de instrução nas escolas e também programas de formação especializada para professores e educadores, a fim de melhorar a qualificação dos mesmos para lidarem com esse grupo e para conscientizar a classe estudantil sobre a temática, criando um cenário educacional melhor para o desenvolvimento de pessoas com esses transtornos.