Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 27/09/2022
Segundo a Organização Pan-Americada de Saúde, uma em cada cento e sessenta crianças tem transtorno do espectro autista, e, entre os afetados, a maioria têm outras comorbidades associadas, demonstrando, assim, a necessidade de conferir, ainda na infância, a devida atenção para essa parcela da sociedade. Por isso, para que os cidadãos com transtornos neurológicos possam receber a atenção adequada em sua juventude, é necessária a capacitação de professores e a criação de locais preparados para o acolhimento à pessoas com deficiência, os quais confiram conforto e segurança durante as aulas.
Primeiramente, pode-se entender a pressão exercida pela sociedade sobre indivíduos especiais por meio da interpretação do filme “O Contador”, em que o protagonista vive uma luta para superar os seus transtornos, resultado da convivência em uma sociedade não inclusiva. Ainda mais, na película é perceptível a violência presentes na sua vida, fato este, que é uma realidade para muitas pessoas com deficiências dentro das escolas e universidades.
Ademais, a sociedade, ao longo da sua história, sempre foi exclusiva e violenta com os que parecem ser diferentes, vide a história romana ou maia, populações que, ao invés de proteger, sacrificavam as suas crianças mais frágeis. Dessa forma, é importante que a comunidade moderna caminhe no sentido contrário, busque a inclusão e forneça a educação apropriada, com o intuíto de diminuir os osbstáculos já existentes à pessoas com dificuldades neurológicas.
Portanto, frente aos problemas e desafios presentes na rotina de portadores de necessidades especiais, como nos transtornos neurológicos, fazem-se imprescindíveis ações que objetivem a plena educação e acessibilidade, independente das diferenças entre os alunos. Desse modo o Ministério da Educação deverá capacitar professores, de forma que haja pelo menos uma turma em cada escola do país pronta a receber membros com diferenças cognitivas, visto que, grande parte das pessoas com deficiências enfrenta dificuldades de acesso e transporte. Além disso, o preparo destes professores deverá ser custeado por verba especificada do governo, a qual incluirá a adaptação física de cada sala especial. Desse modo a sociedade protegerá a todos de forma equitativa.