Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 18/10/2022

De acordo com a Constituição Federal de 1988 a educação de qualidade é um direito de todos. Entretanto, ao analisar os desafios educacionais para pessoas com transtornos neurológicos, é absurdo a incoerência dessa lei, haja vista que o fato de as deficiências não serem tratadas com seriedade e a negligência governamental podem prejudicar o desenho infantil.

Nesse cenário, é relevante abordar que a deficiência não é levada a sério, como TDAH. Segundo o filósofo Paulo Freire “Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor”. A partir desse viés, ao tratar-se do déficit de atenção o aluno é constantemente oprimido, classificado como o pior da sala ou aquele que não possui uma visão futura, por suas inquietações e dificuldades de seguir regras não serem interpretadas como algo que precise de ajuda. Sob essa ótica, o professor absorve o mal contexto e se torna intolerante ao jovem, ainda ajuda no estigma que reflete no estudante, o sentimento crescente de incapacidade, o que torna, assim, o próprio opressor.

Paralelo a isso, vale ressaltar a lacuna estatal que proporciona a educação limitada. Isso posto, apenas em 2021, foi sancionada o código federativo para um programa que oferece tratamento cognitivo de aprendizagem para a educação básica. À luz dessa perspectiva, é nítido a irresponsabilidade do governo no atraso de uma virtude que poderia promover mudanças positivas, como a representação deles em locais de poder , similar a série fictícia “The Good doctor” que conta com a protagonização de um médico autista. Dessa forma, é inegável afirmar a apatia do poder público em “cuidar” dessa parcela populacional, o que leva a incerteza do corpo social, se houve atraso na oficialização da premissa, qual a certeza que funcionará como na teoria.

Fica esclarecido, portanto, a precis