Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 28/09/2022

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade brasileira e teceu crí-ticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação.Não longe da ficção, percebe-se aspectos semelhantes que perpetuam ao longo da his-tória, no que tange a questão dos desafios para a educação de pessoas com trans-tornos neurológicos nas escolas. Além disso, é preciso ressaltar, ainda, que a popu-lação carece de informações sobre o assunto, o que gera um estranhamento em torno do tema.

A princípio, deve-se destacar o silenciamento como complexo dificultador.Segun-do pesquisas do IBGE, 12,9 milhões de brasileiros estão sem emprego. Devido a in-flação, o valor de utensílios, alimentos e utilidades dispararam, e a educação não fi-cou de fora. Os valores de escolas com profissionais especializados nos cuidados com crianças especiais também cresceu, levando os pais a colocarem em colégios públicos que, infelizmente, não garantem um tratamento adequado a esses indiví-duos. Logo, se é dever do Estado administrar a nação, qualquer problema que ve-nha acontecer é fruto de negligência governamental.

Outro ponto relevante nessa temática, é a insuficiência da regulamentação.O ar-tigo 6º da Constituição Federal de 1988 garante direito pleno a todo cidadão, como à educação, segurança, assistência aos desamparados, dentre outros. No entanto, embora o Brasil possua um sólido aparato legislativo, ele mantêm-se restrito no plano teórico. Dessa forma, esses indivíduos que necessitam de atenção especial para que tenham uma vida normal e saudável, permanecerão sofrendo com a ex-clusão, marginalização, olhares preconceituosos e ignorantes que os julgam dizen-do que eles precisam apanhar e ser repreendidos para aprender a se comportar.

Torna-se imperativo, portanto, modificar a visão dos habitantes acerca das leis.Is-so pode acontecer por meio de uma ação conjunta do Poder Judiciário com o Mi-nistério da Educação e Cidadania, promovendo palestras e debates abertas ao pú-blico em escolas com profissionais da saúde e secretários responsáveis para falar acerca do processo de elaboração e fiscalização das normas no Brasil, a fim de que as novas gerações se tornem mais atuantes e entendam o propósito das diretrizes para a construção de um Brasil menos egoísta, superficial e mais inclusivo.