Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 30/09/2022
O filme indiano “Como estrelas na terra” evidencia a realidade das crianças com transtornos neurológicos no ambiente escolar. Tal qual, o Brasil também enfrenta desafios para a educação dessas pessoas nas escolas públicas, devido à ausência de preparo dos profissionais para ocupar-se com essa responsabilidade e o sucateamento das instituições de ensino.
De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, a educação é um direito de todos os cidadãos, porém nem todos podem gozar plenamente dessa garantia. Posto que as crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) possuem uma série de características que as diferenciam dos demais alunos, como a facilidade para se distrair, que leva à dificuldade no aprendizado; precisam de maior atenção e preparo do professor responsável. No entanto, pouquíssimos educadores possuem tal formação e, por isso, não atendem às necessidades desse grupo, fazendo com que o mesmo fique à margem do convívio social na sala de aula, e prejudicam seu desenvolvimento intelectual.
Outrossim, o ensino oferecido à esses indivíduos é precário pela falta de verba destinada à educação brasileira, pois segundo dados do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), o governo federal cortou cerca de 993 milhões de reais em verba destinada à educação básica em 2022. Dessa forma, as instituições públicas de ensino infantil são sucateadas ano após ano, impossibilitando, assim, o investimento em novas tecnologias que tornem a didática aos estudantes nessas condições mais dinâmica e especializada.
Portanto, a educação é um dos desafios enfrentados por essa parcela da sociedade brasileira, por não dispor de mecanismos de adaptação à diversidade de alunos. Por isso, se faz necesário que o Ministério da Educação promova a especialização dos profissionais da educação e melhore a infraestrutura das escolas, por meio de cursos destinados aos pedagogos e o aumento de verbas designadas à esse setor. Assim, o ensino público brasileiro poderá ser democratizado e oferecer educação básica de qualidade, na qual toda e qualquer criança tenha assegurado o direito de um bom aprendizado.