Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 30/09/2022

Em conformidade à Primeira Lei de Newton, a lei da inércia, um corpo tende a permanecer em repouso quando não possui uma força atuando sobre ele. De maneira análoga, tem-se o perturbador índice de crianças com transtornos neurológicos que permanecem inertes, já que muitos deles não têm educação de qualidade para atender às individualidades de cada um. Ademais, a persistência dessa mazela deve-se à banalização da alienação social e ao descaso governamental.

Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã, a banalidade do mal ocorre quando o indivíduo negligencia um determinado problema social. Paralelo a isso, é perceptível o desprezo da sociedade a respeito dos desafios de uma educação inclusiva, visto que a alienação social evidencia o menosprezo da importância de promover um ensino eficiente e individualizado para as crianças com transtornos neurológicos.

Além disso, a Constituição federal de 1988 assegura o direito de educação de qualidade a todos os cidadãos brasileiros. Entretanto, muitas pessoas ainda não gozam dessa constituinte, tendo em vista o grande descaso governamental com necessidade de investir na educação pública e na capacitação dos profissionais. Com isso, grande parte das crianças com transtornos neurológicos não conseguem ascender socialmente, já que não usufruem de um ensino especial.

Logo, cabe ao governo instituir um comitê gestor—formado por um representante de cada área—, por exemplo, Ministério da Educação, diretores de escolas e de clínicas especializadas e mídias (televisivas, cibernéticas e impressas). Essa ação se dará por meio de um plano de combate, em que haverá maior direcionamento de verbas e campanhas informativas sobre a evidência dos desafios para a educação de crianças com transtornos neurológicos. Isso será feito a fim de remediar a alienação social e, também, o descaso governamental. Desse modo, ausentando a inércia da realidade brasileira.