Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 03/10/2022

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, em que o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que se observa os problemas e as adversidades que pessoas com transtornos neurológicos passam para acessarem educação de qualidade apresentam dificuldades, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito enraizado com pessoas portadoras de transtornos neurológicos, quanto da falta de professores especializados em crianças, neuro típicas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a negligência com pessoas atípicas, deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, no que diz respeito ao combate do preconceito já estruturado em sociedade, visto que tal ação só dificulta e inviabiliza cada vez mais a educação dessas pessoas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de imediato.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de profissionais e cursos profissionalizantes especializados em pessoas neuro típicas no Brasil. Partindo desse pressuposto, torna-se evidente que somente o conhecimento pode

trazer mais recursos para o educador trabalhar de maneira eficaz com esses alunos. Tudo isso retarda a solução do problema, já que a falta de especializações contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os problemas da educação, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em cursos profissionalizantes especializados em atípicos. Desse modo, atenuar-se-á o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.