Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 04/10/2022
Na crônica “Eu sei, mas não devia”, da escritora brasileira Marina Colasanti, desenvolve-se uma crítica ao corformismo social, pois a população ao invés de tentar solucinar o problema permanece inerte. Analogamente, nas escolas brasileiras, a educação pedagógica para ensinar pessoas com transtornos neurológicos ainda é banalizada, mesmo com a existencia de campanhas que incentivem a inclusao desses jovens . Portanto, os desafios para a educação de deficientes mentais permeiam o ambito da estrutura pedagógica e cultural.
Em primeiro plano, cabe ressaltar que todo o conjunto de professores ainda tem grande deficuldade na alfabetização de crianças especiais, pois exige grande capacitação dos profissionais. Nesse contexto, o dramaturgo Bertolt Brecht, em seu poema " É preciso agir", demonstra a importância de preservar os direitos alheios como forma de autopreservação. Trazendo pra realidade, o direito à alfabetização das pessoas com transtorno neurológico deve ser preservado por meio da capacitação pedagógica, tornando o pedagogo capaz de ter habilidade para lidar com as emplicações do ensino inclusivo.
Outrossim, o preconceito cultural nas escolas ainda é ocorrente no setor educacional, fazendo com que pessoas psicológicamente instáveis não consigam se adaptar ao ambiente. Analogamente, o filme “Sementes podres”, divulgado pela Netflix, mostra um conjunto de estudantes desajustados, que não se adequaram ao sistema de educação e são segregados pela sociedade. Logo, no cenário de indivíduos com problemas neurólogicos, reverter a cultura preconceituosa nas escolas e incentivar a pluralidade é um desafio para educação.
Em suma, para que se possa educar de maneira adequada aos deficientes neurológicos é necessário intervenção na cultura e instrução pedagógica. Assim, o Ministério Da Educação (MEC), deve direcionar verbas para iniciativas privadas, de maneira que elas possam promover aulas de alfabetização gratuítas para os indivíduos especiais e criar campanhas de conscientização para toda a população. Desse modo, a acessibilidade ao ensino e o maior acolhimento da população a essas pessoas poderá democratizar a educação justa a todos, e o conformismo social descrito por Marina conseguirá ser desconstruído.