Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 17/10/2022
De acordo com o texto “As cidadanias multiladas”, do geógrafo Milton Santos", a democracia só é plena quando atinge a totalidade da sociedade. Assim, em confor-midade com esse viés democrático, percebe-se a exclusão a que os portadores de
deficiências neurológicas são expostos todos os dias nas escolas brasileiras, uma vez que elas não têm estrutura para receber esse público. Dessa forma, é possível notar que a aprendizagem dessas crianças acaba sendo prejudicada, o que pode
acarretar graves problemas futuros, como a não entrada no mercado de trabalho.
Em primeiro lugar, é evidente que a falta de preparo por parte dos professores pode gerar situações delicadas em sala de aula, visto que o educador tem de esco-
lher entre manter o ritmo da aula e oferecer um tratamento individualizado para este aluno. Por conseguinte, de acordo com a lógica do filósofo Francis Bacon, de que conhecimento é poder, o Estado falha ao negar esse direito, que é pautado na Constituição Cidadã de 1988, de amplo acesso à educação de qualidade.
Em segundo lugar, esse problema persiste por falta de fiscalização dos ógãos com-
petentes por oferecer equidade de ensino. Dessa forma, fica claro que o governo tira dessas criaças o poder de escolher caminhos alternativos para a sua vida,
o que só poderia ser feito por meio de um ensino eficaz, que não levasse em conta a sua condição neurológica.
Portanto, é de suma importância que o governo adote medidas a fim de amenizar o cenário atual. Para isso, os Ministério da Educação e Saúde devem se juntar em prol de um programa de capacitação aos professores, das redes pública e privada,
por meio de cursos oferecidos todos os anos nas próprias escolas, além da contratação de profissionais de apoio aos educadores que trabalham com esse público. Tais medidas malhorariam a aprendizagem desses estudantes,assim, haveria uma democratiazação do ensino para todo corpo social.