Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Segundo o Art. 205. “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Assim sendo, é um direito de todo cidadão, não somente o acesso à educação, mas também seu desenvolvimento pessoal através dela. Entretanto, os alunos com transtornos neurológicos sofrem com uma aprendizagem inferior, por não haver a devida atenção no âmbito das políticas públicas, quando se trata da formação dos docentes. Assim, faz-se necessário um investimento em uma maior capacitação daqueles que são os responsáveis por estimular e transmitir conhecimento aos alunos, a fim de que todos tenham seu direito de aprender e se desenvolver da melhor maneira.
Os transtornos neurológicos são doenças que afetam as estruturas do sistema nervoso, e que podem prejudicar o aprendizado e a sociabilidade em uma fase essencial da vida: o período escolar. Portanto é muito comum que transtornos neurológicos comecem a ser percebidos nas escolas, e é importante que o professor esteja apto a notar e agir de maneira eficiente, a fim de que o aluno tenha seu aprendizado de forma adequada, visando seu desenvolvimento pessoal.
Quando uma criança tem problemas de comportamento ou dificuldades para aprender, má interpretações por parte da família e até mesmo dos professores, podem levá-la a acreditar que é desatenta, desleixada ou preguiçosa, o que interfere ainda mais no seu rendimento escolar, autoestima, e futuramente em seu rendimento como adulto no trabalho. Entretanto, não deve ser esse o olhar sobre o aluno que tem dificuldades acadêmicas, o professor tem que ser o primeiro a enxergar a situação com mais clareza e evitar estigmas.
Conclue-se que, a fim de garantir uma educação igualitária e eficaz aos alunos com trantornos neurológicos, é de suma importância uma melhor capacitação dos professores. Ao garantir cursos que ensinem métodos de lecionar de forma eficiente a todos, o Estado estará garantindo maior qualidade de vida aos alunos com transtornos neurológicos e, futuramente ao indivíduo adulto no trabalho. Dessa forma, nasce uma sociedade firmada em uma educação justa e competente.