Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Na série Atypical é mostrado a vida da personagem com aspectro autista, também é detalhado as dificuldades que a personagem enfrenta no seu dia a dia, dentre elas a falta de conhecimento das pessoas em sua volta o que ocasionou o bullying
sofrido em sua escola. Fora desse universo, a vida de uma pessoa com quaisquer
transtornos neurológicos é dificultada pela falta de conhecimento da população so-
breo assunto, como exemplo disso as dificuldades de inclusão desses alunos nas escolas.
Desse modo, o número de pessoas com autismo matriculados em escolas públicas
crescem cerca de 37% anualmente. Então a falta de profissionais especializados para trabalharem com crianças ou adolescentes portadores de TEA (transtorno do
espectro autista) ou de outros transtornos neurológicos, influência fortemente no
aprendizado deles, pois eles teriam aulas especiais e com isso teriam o mesmo nível de estudo que os demais colegas.
Diante disso, é relevante afirmar que quando esses indivíduos conseguem uma escola com profissionais adequados para eles, outro problema surge: o bullying. Isso ocorre devido às raízes históricas brasileiras, onde agrupavam pessoas com al-
gum tipo de transtorno neuro em hospícios (por serem taxados de loucos), onde sofriam abusos e eram violentados, exemplo disso foi o manicômio Colonial que foi
o lugar da morte de mais de 60 mil internos. Consequentemente, muitas pessoas ainda possuem o pensamento de que os diferentes precisam ser excluídos e afas-
tados socialmente, pensamento que precisa ser abolido.
Portanto, são necessárias mudanças para intervir o problema, dessa forma é ess-
encial que o Ministério da Educação implante palestras e discussões obrigatórias sobre o assunto, afim de ampliar o conhecimento sobre o tema para a população brasileira e, assim, aumentar a inclusão social e, também, seria essencial ter profis-
sionais adequados nas escolas para que estejam preparados para receber esses alunos, uma vez que há leis que garantem educação como um direito a todos. Quem sabe, assim, uma sociedade mais empática e menos exclusiva deixe de ser um problema no Brasil.