Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 07/10/2022

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse grupo é vítima de omissão constante. Nesse sentido, observa-se um delicado problema, que tem como causas lacuna educacional e lacuna de representatividade.

Em primeiro plano, é preciso atentar se para lacuna educacional presente na questão. Segundo Durkheim, o papel da educação é formar um cidadão que se torne parte do coletivo. No entanto, tal papel tem sido falho na questão da educação de pessoas portadoras de trantornos neurológicos, uma vez que, as escolas não possuem infraestrutura que atenda às especificidades da educação inclusiva e escassez de profissionais especializados, dificultando o bem estar dessas pessoas e o aprendizado nivelado aos demais alunos da classe. Assim, é urgente que a educação cumpra sua função e contribua com o coletivo.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a lacuna de representatividade. Para Clarice Lispector, “não basta existir, é preciso também pertencer”. Porém, há um hiato absurdo na representação da educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, visto que, as crianças ou adolescentes não recebem a atenção necessária e acabam sendo deixadas de lado. Assim, sem atuar sobre o aspecto que a autora levantou, é improvável dissolver o problema.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Sendo assim, é essencial que o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores de escolas públicas e privadas cursos e treinamentos, sobre como educar de forma eficiente e igual pessoas portadoras de tais transtornos neurológicos. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos para que os professores executem da melhor maneira possível em sala de aula, a fim de reverter a lacuna educacional que impera.Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe para a problemática com mais empatia, pois, como descreveu o poeta Leminsk: “Em mim, eu vejo o outro”.