Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 05/10/2022

No filme “Hoje eu quero voltar sozinho”, a realidade de um garoto cego que estuda em uma escola de ensino comum é resperesentada, enquanto as dificuldades em torno de sua deficiência o reprime de uma vida comum e justa são expostas. Paralelamente, a realidade brasileira é a mesma: diversos alunos deficientes sofrem as consequências de uma rede de ensino injusta e uma sociedade preconceituosa.

Sob essa análise, é possível entender que apesar das redes de ensino não serem devidamente preparadas para lidar com pessoas portadoras de deficiência, a Constituição de 1988 garante que todos os cidadãos têm direitos à educação.

Entretanto, por conta da falta de acessibilidade, profissionais capacitados e projetos que incitam divergentes maneiras de educar, a educação não é igualitária, excluindo assim, grande parte da população.  Diante dessa conjuntura,  é imperativo ressaltar a obra “Cidadão de papel” de Dimenstein, que afirmava que, embora o país apresente um conjunto de leis, ela se atêm muitas vezes ao plano teórico, logo a garantia de acesso a educação não é aplicada na prática, impulsionando a segregação social. Dessa forma, os desafios da educação inclusiva são consequências da desorganização governamental acerca da temática. Logo, a inclusão na educação brasileira é benéfica para todos os envolvidos, os estudantes incluídos têm acesso à educação e os outros aprendem a conviver com as diferenças desenvolvendo habilidades sociais e emocionais.

Desse modo, o Ministério da Educação deverá criar, mediante verbas governamentais, projetos de melhor inclusão, como eventos e campanhas nas escolas e especialização dos professores para aprofundar o relacionamento de professor e aluno. Com tais realizações, os desafios da educação inclusiva no Brasil poderão ser uma mazela passada na história brasileira.