Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

De acordo com as ideias do filósofo brasileiro Paulo Freire, a educação sozinha não transforma a sociedade e sem ela tampouco a sociedade muda. Com isso, é possível mencionar que os desafios passados pelas pessoas com transtornos neurológicos dentro do ambiente escolar é uma problemática antiga negligenciada na população. Desta forma, os profissionais que atuam na área da educação não estão preparados para receber e atender as necessidades dos alunos que sofrem por alguma doença mental, pela maior supervisão e atenção que se é necessária.

Segundo o site jornalístico Folha de Boa Vista, em 2022 foi publicada a matéria sobre o 1º Seminário sobre Transtornos de Neurodesenvolvimento e o Processo de Intervenção no Ambiente Escolar, com o objetivo de orientar cuidados aos professores para se ter com alunos com transtornos neurológicos. Assim, é notório que há a possiblidade da ingreção desses estudantes no ambiente escolar com o auxílio educacional correto e especializado para o melhor desenvolvimento do aluno e dos profissionais, garantindo a ambos melhor formação acadêmica.

Contudo, a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) afirma que cerca de 2 milhões de alunos e estudantes no Brasil possuem TDAH. O TDAH é uma doença neurológica muito comum, que leva a falta de atenção e impulsividade fazendo com que o aluno não consiga a concentração necessária para o desenvolvimento acadêmico. Em meio a isso, foi aprovado em 2021 a Lei 14.254, que dispõe o tratamento do TDAH e dislexia na educação básica com acompanhamento integral.

Depreende-se portanto, a adoção de medidas que venham diminuir e conter os desafios de pessoas com transtornos neurológicos com intenção de estudar nas escolas brasileiras passam. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação fazer e desenvolver cursos de educação especial acessíveis e gratuitas, por meio do incentivo a todos os professores da rede educacional a fim de que os estudantes com doenças neurológicas possam ter acesso a educação. Somente assim, possibilitar o ensino escolar a todos os que passam por doenças neurológicas sem os segrega-los no ambiente escolar.