Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
A Constituição Federal do Brasil de 1988 garante o acesso à saúde, segurança e educação a todos os indivíduos. Porém, apesar da importância dessa parte da Constituição, tal direito não tem sido fornecido no que se convém a inclusão de crianças e adolescentes com transtornos neurológicos no aspecto escolar. Sobre esse problema, destacam-se aspectos sociais e a desqualificação profissional. Assim, medidas são necessárias para resolver tal problema.
Primeiramente, deve-se pontuar que há barreiras sociais que evitam a inclusão desse grupo de pessoas. Nesse sentido, o preconceito e a exclusão que esses indivíduos sofrem irá causar problemas que dificultarão o processo de aprendizado e socialização. Sobre este argumento é possível mencionar o conceito de fato social de Durkheim, que é a coletividade de hábitos e pensamentos de uma sociedade. Nesse raciocínio, quando novos indivíduos crescem em um espaço onde há a discriminação, estes indivíduos também adotarão pensamentos discriminatórios. Dessa forma reforçam se cada vez mais os desafios para a integração desses indivíduos.
Em seguida, é importante frisar que grande parte dos professores não possuem treinamento para ensinar alunos com necessidades especiais. Nesse aspecto evidencia-se de que a falta de treinamento pela parte dos professores vai resultar na estagnação social e intelectual do aluno com transtorno neurológico. Sobre isso, pode-se mencionar os dados extraídos pela Universidade Federal de Pelotas, que aponta que existe a falta de conhecimento de meios adequados de promover a aprendizagem do aluno com necessidades especiais em grande parte dos professores. Dessa forma, torna-se uma realidade o desafio da integração de alunos com transtornos neurológicos.
Portanto, mudanças são urgentes para resolver tal problema. Logo, é preciso de que o Ministério da Educação providencie a qualificação de profissionais treinados para educar alunos com condições especiais, a fim de que crianças e adolescentes com transtornos neurológicos consigam desenvolver social e intelectualmente. Desse modo, o direito do acesso à educação será efetivado.