Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Na Idade Média, os transtornos neurológicos foram entendidos como a mani-festação do sobrenatural, demoníaco e até considerados satânicos. Na sociedade contemporânea, assuntos relacionados a inclusão do autismo e outras síndromes são sempre polêmicos e delicados. Questões como preconceito e necessidade de educação especializada, são temas frequentemente debatidos em âmbito social e acadêmico. Portanto, faz-se necessário a discussão e a concientização tendo como visão futura a resolução dos impasses.

Historicamente, o filósofo grego Aristóteles conclui o conceito de tratar as pe-ssoas igualmente na medida de suas desigualdades. Em concordância, é válido des-tacar que uma pesquisa realizada pelo Instituto Pensi aponta que de 1,5 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA somente 300 mil são matriculadas em redes de ensino. De fato há uma mudança de tratamento após a entrega do laudo. As esco-las não negam a matrícula, porém, afirmam não terem um preparo nem estrutura para receber a criança.

Ademais, o atual presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, sancionou a lei que estabelece às escolas de rede pública e privada o dever de garantir o acompanhamento específico à dificuldade aos estudantes com transtorno do es-pectro autista, TDAH, dislexia dentre outros. Outrossim, a educação atual não foi constitu-ída para dar acesso as pessoas com transtornos neurológicos não é lhes dar um privilégio, mas sim lhes possibilitar as mesmas condições das demais pe-ssoas.

Portanto, cabe ao Poder Executivo auxiliar financeiramente as redes educa-cionais para que as mesmas passem a ter uma educação com adaptações cabíveis que contemplam a necessidade dos demais estudantes, ale´m de proporcionar cur-sos preparatórios aos educadores para lidarem com devidas circunstâncias supe-rando esse estigma. Aliado a isso, a sociedade deve ser levada a refletir sobre suas condu- tas perante as pessoas com transtornos neourológiocos, garantindo lhes o devido respeito e uma educação bem estruturada e igualitária.