Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 05/10/2022
No filme Procurando Dory, a protagonista homônima que sofre de amnésia retrógrada - o problema de aprender novas informações - apesar de encontrar algumas dificuldades em estabelecer diálogos e sofrer com perca de memória a curto praso, supera suas dificuldades através do apoio que recebe de seus amigos. Da mesma forma, aqueles que são limitados na vida real precisam de apoio familiar, aliado à assistência educacional, que é um elemento essencial para a inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem no ambiente escolar.
É ingênuo pensar que bebês e crianças com transtornos neurológicos, ou até mesmo necessidades educacionais especiais não enfrentam questionamentos sobre sua inteligência. O filósofo Paulo Freire diz algo como: “Não há mais nem menos conhecimento: há saberes diferentes”, se referindo que crianças que possuem transtornos neurológicos e crianças sem esse tipo de problema, têm o mesmo potencial e inteligência. No entanto, as crianças com o transtornos muitas vezes nem sabem que o têm, fator que contribui para o atraso no aprendizado, pois o diagnóstico muitas vezes é tardio. Como resultado, muitos pais não percebem que seus filhos estão desorientados, veem-no como desinteressados ou até mesmo descuidados em seus estudos, e demoram a procurar ajuda como médicos e psicoeducadores.
Com isso, muitos professores não estão capacitados a prestar a devida assessoria a esses alunos, muitos (assim como os pais) não percebem quando veem alunos com esses problemas e não lidam de forma adequada com eles. Os obstáculos encontrados por quem sofre um desses distúrbios: a dislexia, o filme “Como estrelas na Terra: toda criança é especial”, conta a história de um menino disléxico, que não é entendido pelos professores e por seus pais, depois de ser transferido para um internato encontra um professor, que percebe que ele era especial e desenvolve metodologias para valorizar suas habilidades. Portanto, a participação do professor e dos pais é essencial para a formação desses estudantes, alguns precisam de atendimento especial e outros de simples adaptações curriculares, é imprescindível que o educador use de seus conhecimentos para poder lidar com isso da melhor forma.