Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Na série “O bom doutor”, Freddie Highmore interpreta um jovem médico recém - formado diagnosticado com autismo, que enfrenta dificuldades de inclusão social em seu local de trabalho. Na trama fica explícito o preconceito das pessoas desde sua infância, demostrando os desafios da educação sofrido por indivíduos portadores de transtornos neurológicos. Assim como na história, além do preconceito ser um grande problema, também fica claro que a ausência de capacitação dos professores para educação inclusiva é prejudicial.
Inquestionavelmente o preconceito com pessoas neurodivergentes é o principal catalizador da problemática de fato, pois o indivíduo que sofre tal discriminação é afetado diretamente em seu psicológico, criando barreiras emocionais, prejudicando o desenvolvimento social. De acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por exemplo, concluiu que vítimas de discriminação têm um risco quatro vezes maior de desenvolver doenças como depressão e ansiedade. Sendo assim, o preconceito é uma visão tóxica, que limita a capacidade do indivíduo como um todo.
Além disso, a ausência de capacitação dos professores para a educação inclusiva é sem dúvida o que compromete o desenvolvimento acadêmico de indivíduos portadores de transtornos neurológicos. Haja vista, que a falta de conhecimento impede que o docente se sinta preparado para aplicar atividades estratégicas e diversificadas. Conforme os estudos realizados em escolas estaduais cerca de 75% dos professores dizem que não se sentem preparados para dar aulas inclusivas. Dessa forma a ausência de capacitação determina de uma vez por todas o fim do desenvolvimento acadêmico.
Fica exposto, portanto, a necessidade de medidas para mitigar o preconceito e a ausência de capacitação dos professores. Destarte, a secretaria da educação é responsável por desenvolver projetos educativos, por meio de palestras, criação de incentivos e promoções de convívio social que levem os professores e alunos a debaterem a dificuldade da educação inclusiva. Com a finalidade de vencer os desafios da educação de pessoas com problemas neurológicos que certamente evoluirão, por fim, ter êxito como Freddie Highmore teve.