Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
O filme “O Extraordinário”, relata as dificuldades enfrentadas durante o processo de adaptação escolar de um garoto com deformação facial. Entretanto, paralelamente a realidade, alunos que possuem transtornos mentais enfrentam problemas idênticos ao do persongem do filme, a diferença esta no fato de que as adversidades são visíveis ao contrário dos transtornos que, pela forma como são desconsiderados, aparentam nem existir na vida do estudante. Portanto, a realidade brasileira é constituida pela dificulcade em acesso à escolas que reconheçam e atendam a necessidade desses alunos e por um modelo de ensino que os excluí.
Primordialmente, vale ressaltar que o modelo de ensino brasileiro, ao repetir alunos sem analisar caso a caso, excluí estudantes que não conseguem acompanhar a turma devido algum transtorno psicológico. De acordo com Mario Cortella, “o conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilha-las”. Portanto, a repetência realizada nas escolas brasileiras desconsiderando as condições de saúde do aluno demonstra a falha no papel educacional, que seria levar conhecimento para agregar ao envés de priva-lo a uma única parcela.
Diante desse cenário, faz-se necessário mencionar a posição do governo brasileiro na falta de investimento em acesso a uma educação que atenda as necessiades desses alunos. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psquiatria da Faculdade de Medicna da USP, constata que de 2.511 crianças de escolas públicas de São Paulo 652 foram diagnoticadas com algum tipo de transtorno mental e nehuma recebeu tratamento. Em suma, a falta de investimento em escolas que ofereçam apoio no período da infância afeta o desenvolviemento futuro do país, pois retira desses futuros adultos a oportunidade de crescer profissionalmente contribuindo para a sociedade brasileira independente do tipo de transtorno que o indivíduo possua.
Infere-se, portanto, que esses estudantes enfrentam consequências no cotidiano escolar que desconsideram seus trantornos mentais. Diante desse cenário, urge que é de total responsabilidade dos órgão educacionais, que possuem o objetivo de garantir a aprendizagem e o conhecimento, adaptarem o modelo de ensino para atender as necessidades desses estudantes levando o conhecimento a todos.