Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Na série de televisão “O bom doutor” tem como protagonista o personagem Shawn, um médico que convive com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), uma alteração neurológica que o faz enfrentar uma negação por parte de outros médicos e pacientes. No programa, quando oportunidades e apoio são oferecidos, o personagem se vê capaz de mostrar seu valor e alcançar suas metas apesar das dificuldades que inicialmente enfrentou. Além da ficção, muitas pessoas com o espectro autista e problemas neurológicos ainda sofrem por não serem devidamente incluídas em seus ciclos sociais, consequência da falta de oportunidades justas e a ausência de apoio.

Em primeiro lugar, o autista sofre de muitos preconceitos e discriminações por parte das pessoas, já que uma grande maioria sabe pouco sobre a deficiência. Por não haver a informação sobre tal assunto, as pessoas pensam que aqueles que apresentam a deficiência são incapazes e dependentes, no entanto, existem vários graus do autismo. A desinformação gera preconceitos e por essa razão muitos podem ser exclusos da sociedade ou de um grupo, principalmente dentro da escola, que é um dos primeiros lugares que a criança terá contanto com diferentes tipos de culturas e costumes, no caso, uma pequena parcela da sociedade.

Em segunda análise, a sociedade necessita de conscientização. A prática de bullying e a exclusão social dos portadores de autismo é um ato retrógrado, antiético e classificado como crime perante a lei. Segundo o filósofo Voltaire, “O preconceito é opinião sem conhecimento”. Nesse sentido, cabe à sociedade informa-se e buscar aprendizado para melhor compreender o autismo e as demais síndromes.

Portanto, pertence ao Estado, juntamente com o Ministério da Educação, promover políticas públicas a favor da inclusão para que autistas possam usufruir seus direitos garantidos na Constituição brasileira, por meio de investimentos em formações e capacitações aos educadores, materiais didáticos, e criação de penalidades mais rígidas quanto ao bullying e assim se tenha a informação do que não ocorra mais o preconceito e discriminação, já que de acordo com a Constituição, todos são iguais.