Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Na Grécia Antiga foi cunhado o conceito de cidadania, que estabelecia os direitos dos indivíduos que viviam na pólis. Nesse contexto, os cidadãos não só eram iguais perante as leis, como participavam diretamente das decisões políticas. Contrariamente, no Brasil atual, observa-se uma lacuna no que concerne à cidadania na questão da formação educacional de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras. Diante dessa perspectiva, verifica-se a consolidação de um grave problema, em virtude do silenciamento e da falta de investimentos.
Em primeiro plano, evidencia-se que o silenciamento é um grande responsável pela complexidade do problema. De acordo com Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que estruturas de poderes políticos e financeiros sejam mantidos. Nesse sentido, é possível perceber uma carência no que se refere ao debate em torno da formação educacional de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras, que tem sido silenciado. Assim, a falta de debate sério e massivo promove a falta de conhecimento do problema por parte da população, o que contribui para o fortalecimento do problema.
Outro ponto relevante a ser ressaltado é a falta de investimentos. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Marx. Sob essa lógica, para serem resolvidos problemas dentro do contexto capitalista, faz-se necessário investimento financeiro. No entanto, percebe-se uma lacuna de investimentos para garantir que pessoas com transtornos neurológicos tenham acesso à formação educacional, o que torna a solução do problema ainda mais difícil de ser alcançada.
Torna-se imperativo, então, desenvolver medidas que ajam sobre o obstáculo. Logo, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas da União devem fiscalizar o destino dos investimentos brasileiros, a fim de remanejá-los a áreas que mais necessitam. Para que tal destinação seja coerente com a realidade brasileira, estes órgãos podem agir por meio de consultas públicas, nas quais a população interaja e aponte problemas que precisam ser resolvidos com urgência. A partir dessas ações, espera-se impulsionar a construção de um Brasil mais justo.