Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Segundo o filosófo e escritor Sêneca " A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida", entretanto, os ensinamentos para pessoas com transtornos neurológicos está cada vez com mais dificuldades, pois como o aumento de crianças com doenças relacionadas vem crescendo o Brasil não tem demanda de profissionais qualificados e nem escolas aptas para receber esses alunos que muitas vezes são excluídos da sociedade escolar.

De acordo com uma matéria divulgada pelo portal R7 a quantidade de alunos com transtornos neurológicos é de 10% em todas as escolas brasileiras e no mundo cerca de 1 bilhão de pessoas possuem alguma doença mental, mostrando que o Brasil tem que se posicionar para auxiliar esses alunos, principalmente os do tipo externalizante como hiperatividade, TDAH e Autismo, que não recebem o devido cuidado para adquirir conhecimento necessário, podendo desenvolver novos problemas e até reprovando, frustrando os familiares pela dificuldade de encontrar um ensino qualificado para seus filhos.

Por outro lado as escolas públicas não possuem um ensino qualificado até para pessoas que não possuem nenhum tipo de transtorno, sendo responsáveis por uma taxa de 23% de reprovação de alunos nos últimos anos. Sendo assim, entende-se que a dificuldade para incluir os alunos com transtornos neurológicos vai além, onde para matricular um aluno em uma escola especializada por ensinar alunos com TEA (Transtorno do Espectro Autista) são cerca de 600 reais, dificultando para quem não tenha condições financeiras, obrigando essas famílias a ter que matricula-los em escolas públicas sem retorno para seus filhos.

Sendo assim, é de extrema importância que o Ministério da Educação e o Governo Federal trabalhem para a diminuição na reprovação em escolas, trazendo profissionais qualificados que estejam devidamente preparados para atender alunos que possuam transtornos neurológicos, e aplicando em meios de comunicação a conscientização desses problemas, informando a população e incluindo essas pessoas na sociedade, ainda assim, novas escolas devem ser construídas com a especialização na área, para atender todos os tipos de necessidades, trazendo a igualdade que se deve ter no Brasil.