Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

É notório que as crianças com algum tipo distúrbio são desprezadas. Isso é evidente na forma tradicional escolar, tanto no fator que se mostra inflexível para a adesão de técnicas didáticas e metodológicas que estimulem o aprendizado, quanto na questão da exclusão social. Desse modo, nasce o problema: As escolas não tem a preparação necessária, fazendo-se dificil a inserção de alunos com dificuldades.

Segundo uma matéria no site Folha de Londrina, Andreia Juliana Abonísio, na busca de encontrar um colégio que aceitasse a matrícula do filho Gabriel, de quase três anos, além de passar por oito instituições de ensino, também teve que encarar uma sequência de desculpas. Andreia conta que estava a procura de uma escola por indicação da terapeuta ocupacional e que lamentavelmente, muitas escolas não estão habilitadas. Visto isso, é essencial dizer que a privação de professores qualificados intensifica o problema da inserção de estudantes com dificuldades de aprendizagem.

O filme “A boy called PO”, apresenta as adversidades que Patrick enfrenta por possuir o TEA (transtorno do espectro autista), por exemplo, ser compreendido pela sociedade, criando então, um mundo imaginário onde não há preocupações. De modo indireto, o longa-metragem retrata a exclusão social, que se se faz muito presente nos colégios onde crianças com algum distúrbio neurológico são vítimas de bullying, violência e rejeição pelos colegas.

Portanto, faz-se necessária a orientação do Ministério da Educação na determinação de atividades escolares que garantam um melhor desenvolvimento dos alunos com essas dificuldades, juntamente com professores bem capacitados. Além disso, é importante um acompanhamento psicológico de especialistas nos distúrbios dentro das escolas. Dessa forma, conduzindo as crianças e a família à prevenir uma experiência emocional desagradável.