Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Na Antiguidade Clássica, a rejeição e o abandono de crianças portadoras de deficiências físicas ou transtornos mentais era uma prática muito comum entre os povos gregos e romanos. Nos dias atuais, por mais que esse hábito horrível tenha sumido e a vida dos portadores dessas condições especiais esteja sendo mais valorizada, ainda possuem indivíduos com essas características que enfrentam sérias dificuldades de inclusão social no Brasil. Nessa circunstância, é importante analisar a desqualificação dos profissionais e o preconceito como um problema.

Vale frisar, a princípio, que a falta de experiência, somada a falta de treinamento de muitos professores de Educação Especial, provêm a estagnação social e intelectual dos estudantes. Segundo o filósofo Sêneca: “A educação exige os maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida”. Assim, a preparação de um orientador instruído e experiente, capaz de assimilar as particularidades e cada sujeito, é necessário ao desenvolvimento das capacidades cognitivas dos portadores. Considerando os obstáculos na comunicação e interação social dessa parte da sociedade, cabe aos orientadores estimularem a socialização.

Além disso, a utilização de transtornos como um adjetivo pejorativo cria concepções discriminatórias que comparam o autismo e TDAH a doenças mentais mais graves, como a demência. Conforme o filósofo Diderot: “A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito”. De maneira semelhante, despreende-se que um dos problemas da inclusão não está relacionado no desconhecimento dos brasileiros acerca do distúrbio, mas sim em noções equivocadas que, além de difamarem a imagem dos portadores e levarem muitos deles a se isolar socialmente, propagam informações falsas sobre os transtornos.

Portanto, diante o problema apresentado, se faz inadiável a realização de medidas estratégicas capazes de promover a integração desses indivíduos na sociedade. Para tal, é o papel do Ministério da Educação providenciar a qualificação de profissionais da Educação Especial e ensinar o conceito desses transtornos, por meio de palestras e seminários para alunos e professores, a fim de que tenha pleno desenvolvimento individual dos portadores e maior compreensão a respeito de todos os fatores que envolvem o distúrbio.