Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Embora a Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, reconheça os direitos das pessoas com disturbios psiquicos e represente um avanço legislativo, na prática eles não são implementados, muitas escolas não conseguem acolher alunos com deficiência, como os autistas, que necessitam de atenção redobrada para facilitar o seu desenvolvimento.

Primeramente, segundo o inep, o número de pessoas com autismo matriculadas em escolas públicas está crescendo a uma taxa anual de cerca de 37%. No entanto, a grande maioria das escolas publicas no brasil não estão totalmente aptas à receber alunos com deficiencia mental e consequentemente, esses alunos não conseguem atingir o auge de seu potencial de maneira adequada.

Por consequência, quando não há inclusão de portadores de deficiencia desde a primeira infancia, seu trajeto social é afetado. A ONG Autismo e Realidade explica que a exposição a outras crianças e o bom trabalho de profissionais podem minimizar os aspectos da condição da criança, mas quando isso não ocorre, o mesmo aspecto pode ser potencializado ao extremo, condicionando a criança a tornar-se um adulto isolado e incapaz de levar uma vida normal, com uma carreira ou algum relacionamento afetivo.

Diante do que foi apresentado, é indiscutivel que o Estado, junto ao MEC, devem investir em projetos em todas as instituições de ensino para a inclusão de portadores de disturbios psiquicos, na infraestrutura em geral das escolas para que elas possam fornecer o necessario para que todos os alunos tenham a oportunidade de alcançar o auge de seu potencial.