Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Segundo a educadora Claire Fagin: “O conhecimento lhe dará a oportunidadede fazer a diferença”,entretanto, existe uma dificuldade nas escolas em receber alunos com esses problemas, pois exigem atendimento individualizado, atenção e estratégias diversificadas, dependem do apoio governamental, adaptação da infraestrutura escolar, falta de educadores especializados, bullying na escola, entre outros. Isso, porque, a deficiência prejudica a limitação de habilidades como comunicação, coordenação, algumas vezes equilíbrio, no desempenho de autocuidado. Essa aprendizagem pode ser individual ou estratégias em grupo.
Segundo o G1, no ano de 2018, o número de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) matriculados em salas de aula comuns cresceu 37,27% em relação ao ano anterior. Em 2017, o número de crianças e adolescentes com autismo que estudavam nas mesmas salas que alunos sem deficiência era de 77.102, e, no ano seguinte essa relação aumentou para 105.842 estudantes. Desse modo, as instituições que não tem os requisitos necessários para atender estes estudantes, transmitem os mesmos conteúdos que os outros alunos a eles, influenciando o aprendizado desses alunos, pois deveriam ter aulas especializadas.
De acordo com a lei de Berenice Piana, todo indivíduo com austismo tem direito ao acesso à educação. O filme “Meu nome é rádio” conta a história de um estudante diagnosticado austista e suas dificuldades na escola, sofrendo inúmeros preconceitos, bullying e desigualdade social. Esta obra cinematográfica, tem como objetivo mostrar a realidade de muitos alunos nas escolas e universidades que passam por esses problemas.
Em conclusão, evidencia-se a importância do Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Saúde, criarem um programa de aprendizagem para pessoas autistas, com aulas em salas separadas com atividades especializadas, para facilitar o ensino desses alunos. Importante também incluí-los nas atividades, estabelecer uma rotina com eles, comunicar- se claramente, levar a sensibilidade sensorial em consideração, tratar essa criança como qualquer outra, assim, melhorando e facilitando sua aprendizagem e trazendo um Brasil melhor e mais saudável.