Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
No filme ‘‘Como estrelas no céu, toda criança é especial’’, apresenta-se uma criança com dislexia que estuda em uma escola em que ninguém, nem ele mesmo, sabe da sua própria dificuldade, e com isso mostra o quanto é difícil a interação com professores e alunos. A realidade de crianças com distúrbios de aprendizagem é dolorosa, ainda mais quando ninguém tem noção do seu distúrbio, e requer cuidados.
Cabe pontuar, de início, que o investimento em educação inclusiva é fundamental para resolver esse entrave. Segundo Paulo Freire, “educação não muda o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas mudam o mundo”. Nessa lógica, o conhecimento a partir da educação, é necessário para que as crianças com dificuldade de aprendizagem tenham oportunidades iguais de acesso, em relação as outras crianças e não sejam excluídos do processo educacional. Logo, é essencial investir em educação.
Além disso, conforme a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos da sociedade possuem a mesma importância, porém se verifica que esse conceito se encontra deturpado no país. Dessa maneira, mediante o descaso governamental, o apoio pedagógico oferecido aos alunos com dislexia é precário, pois inexistem, na maioria das escolas públicas, acompanhamento psicológico e atividades de interação. Com isso, tornam-se comuns reportagens, nos noticiários, que evidenciam crianças diagnosticadas com dislexia tardiamente.
Diante dos fatos expostos, medidas devem ser tomadas para a melhoria dessa problemática. Para isso, o Ministério da Educação com as escolas devem criar normas para a facilitação e medidas de auxílio estudantil, como a contratação de professores auxiliares e a criação de vagas exclusivas para essas pessoas. Além disso, os pais devem tomar mais atitude a respeito da integração de seus filhos em escolas. Assim, a mudar essa triste ralidade educacional brasileira.