Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Segundo Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”, ou seja, pessoas diferentes devem ser tratadas de maneira distinta a fim de alcançarem um mesmo objetivo. Não é difícil perceber, contudo, que essa premissa não é plenamente seguida no Brasil, principalmente no que se diz respeito ao ensino de crianças com distúrbios de aprendizagem. Avaliar as causas desse problema e entender os seus efeitos na contemporaneidade é essencial para combatê-lo.
Conforme a Constituição brasileira, as escolas de rede regular de ensino devem, mediante alunos com distúrbios educacionais, organizar e prover a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de tais indivíduos. Entretanto, ocorrendo, na grande maioria das vezes, é uma falta de flexibilização e adaptação do currículo escolar, além da ausência de profissionais especializados em educação especial, o que dificulta ainda mais o processo de aprendizagem.
Além disso, o aparecimento de disfunções relacionadas à dificuldade da leitura e a escrita, cercam uma boa parte da população brasileira, que indica ainda a lentidão no diagnóstico de tais transtornos, e na carência de melhorias e de ferramentas que auxiliem o aprendizado, em função da obtenção de um ensino mais inclusivo e decisivo na formação de cidadãos com o senso crítico mais aprofundado, na certeza de um país melhor.
Logo, faz-se necessário que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, por meio da criação de cursos direcionados a profissionais da educação que trate sobre a condução correta de crianças com distúrbios de aprendizagem, propicie a mais crianças uma educação de qualidade para que, dessa forma, menores possam desfrutar de seus direitos concebidos por lei. Por fim, é importante que o Ministério da Saúde e da Cultura, por meio da realização de propagandas em momentos de pico de audiência e entrega de panfletos informativos em locais perto de escolas, cientifique parentes sobre detalhes importantes dessas doenças como, por exemplo, a possibilidade de serem controladas se tratadas precocemente. Dessa maneira, esse problema seria combatido de maneira mais eficiente e os jovens do Brasil seriam preservados.