Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Segundo o filósofo Immanuel Kant “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, entretanto, muitas escolas estão inaptas a receber alunos com deficiências, como os autistas, que necessitam de atenção redobrada para que haja progressão em seu desenvolvimento. Muita das vezes a falta de profissionais especializados para trabalhar com crianças e adolescentes portadoras do TEA (transtorno do espectro autista), influencia fortemente no aprendizado desses alunos, pois eles deveriam ter aulas especiais, com isso eles teriam o mesmo nível estudo que os demais colegas de classe.

Um dos maiores desafios da atualidade é proporcionar uma educação para todos, sem distinções, além de assegurar um trabalho educativo organizado e adaptado para atender às Necessidades Educacionais Especiais dos alunos. Nesse sentido, Borges (2005, p. 3, apud Bortolozzo, 2007, p. 15) afirma que “um aluno tem necessidades educacionais especiais quando apresenta dificuldades maiores que o restante dos alunos da sua idade para aprender o que está sendo previsto no currículo, precisando, assim, de caminhos alternativos para alcançar este aprendizado”.

Portanto, o aluno com autismo ou TEA (transtorno do espectro autista), apresenta características variadas que comprometem, desde as suas relações com outras pessoas até a sua linguagem, necessitando, assim, de apoio no seu processo de ensino-aprendizagem. De tal modo, a oferta de escolarização para todos, na perspectiva de inserir os alunos com Necessidades Educacionais Especiais na escola regular, nesse sentido, os direitos educacionais devem ser estendidos à pessoa com autismo, conforme garantido na Constituição Federal; em seu Art. 205, em relação à educação como um direito de todos, bem como no Art. 206, inciso I, que estabelece igualdade de condições de acesso e permanência na escola.

A inclusão da criança com TEA deve estar muito além da sua presença na sala de aula; deve almejar, sobretudo, a aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades e potencialidades, superando as dificuldades, por meio de aulas em salas separadas com atividades mais dinâmicas, proporcionando então um ensinamento mais amplo e de fácil aprendizado.