Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
No Brasil contemporâneo, a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras ainda é analisado como um desafio. Isso se deve, sobretudo, ao a dificuldade de diagnosticar o defict de atenção e o preconceito que os alunos autistas sofrem. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a dificuldade de diagnosticar o defict de atenção. Nesse sentido, o diagnostico não é disponibilizado quando o aluno apresenta algum tipo de dificuldade. O TDAH afeta a capacidade dos alunos de prestrar atenção ou concluir tarefas, atrazando-o em seu desenvolvimento escolar. Essa conjuntura, segundo filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir direitos indispensáveis como, a educação o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o problema que as pessoas tem de lidar com quem não é semelhante, já que os alunos com autismo requerem tratamentos diferentes dependendo do grau dessa doença, o que impulsiona o preconceito desse transtorno neurológico no Brasil. Bem como na serie Atypical da netflix, onde o protagonista sofre dessa enfermidade, ao ficar em um ambiente com muito barulho ele se sente desconfortável, ou quando socializa com outras pessoas. Diante de tal exposto, nas escolas brasileiras a educação para pessoas com autismo ou qualquer outro transtorno neurologico é negligenciado, porque elas precisam de um lugar calmo onde elas possam se sentir a vontade para estudar, o que não é visto no ambiente escolar. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, para combater o desafio de diagnosticar o defict de atenção faz-se necessário que os professores observem o comportamento dos alunos em sala de aula, e informar os pais ou responsavéis para que levem o aluno a realizar exames, afim de que se obtenha um tratamento e diagnostico correto. Assim se consolidará uma sociedade mais inclusiva, no qual o estado desempenha corretamente o seu “contrato social” tal como afirma John Locke.