Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Em “Serial Experiments Lain”, mangá e anime criado pelo escritor Yoshitoshi Abe, vemos a trajetória de Lain, uma garota de 12 anos, para se autoconhecer melhor. Ao longo da trama, Lain acaba tendo diversas alucinações durante as aulas, e com ajuda de sua psicóloga, percebe que têm esquizofrenia. Ao sair da ficção, percebemos que a dificuldade de Lain para se ajustar à escola muitas vezes é a mesma para outros alunos neurodivergentes. A partir desse contexto, é necessário discutir os desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras.

A priori, é preciso detectar as dificuldades para a educação de pessoas divergentes. Em um artigo publicado pela CONEDU (Congresso Nacional de Educação) sobre educação de pessoas autistas, vimos que nem todos os professores têm formação em psicopedagogia e não tiveram cursos relacionados durante sua formação. Outro problema é a dificuldade de socialização dos alunos neurodivergentes. Nos casos mais graves eles apresentam dificuldade de comunicação com outros alunos, o que pode dificultar na realização de atividades em grupo.

Em segundo lugar, é necessário aprender modos para facilitar a aprendizagem desses alunos. Para estimular a mente do aluno neurodivergente, é necessário buscar os interesses do aluno e aproximar ele dos temas abordados durante as aulas. Também é necessário adaptar a sala aos alunos que apresentam alta sensibilidade a estímulos visuais e auditivos, utilizando-se mais cores em tons pastéis e diminuindo o ruído na sala.

Em resumo, é percebido a necessidade das instituições de ensino superior adicionarem aulas de psicopedagogia no curso de pedagogia, além de aprovações de leis pelo poder legislativo para a assistência de diagnóstico e tratamento de crianças e adolescentes com transtornos de aprendizagem.