Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras
Enviada em 06/10/2022
Na série “The Good Doctor”, é retratado a história de um autista recém formado em medicina. Ao longo da trama, a narrativa revela a dificuldade das pessoas em lidarem com suas diferenças e peculiaridades. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada na série pode ser relacionada àquela do século XXI: a reclusão da sociedade com pessoas que tenham transtornos neurológicos e paralelamente a falta de conhecimento das pessoas de como lidar com indivíduos com transtornos.
Em primeiro lugar, é importante destacar que falta de inclusão das escolas às pessoas com transtornos neurológicos é proveniente de um preconceito estrutural e enraizado, muitas vezes na cultura familiar. Segundo a revista Veja, o preconceito com as pessoas que sofrem de transtornos e deficiências mentais recebe o nome de psicofobia, que seria quando esses transtornos são distorcidos para conotações negativas. Assim, torna-se extremamente nocivo que as escolas continuem se submetendo a tamanha situação.
Além disso, vale ressaltar que a dificuldade das escolas em aceitar alunos com algum tipo de transtorno, se deve a falta de conhecimento sobre como lidar com as diferenças desses indivíduos, em muitas escolas faltam tutores especializados para darem apoio aos estudantes e professores. De acordo com o site Plural, em ao menos quatro CMEIs há relatos de alunos que não têm o devido acompanhamento.
Infere-se portanto, que medidas são necessárias para resolver a falta de inclusão nas escolas das pessoas com transtornos neurológicos. O Ministério dos Direitos Humanos deve promover uma melhor discussão sobre tema, por meio de palestras, debates ou cursos, a fim de que mais funcionários da área da educação tenham a conscientização correta sobre o como lidar e cuidar dos alunos com transtornos neurológicos. Somente assim o Brasil terá uma sociedade mais justa e igualitária!