Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

Segundo o filósofo Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, porém, muitas escolas não conseguem acolher alunos com transtornos neurológicos, como os autistas, que necessitam de atenção redobrada para seu próprio desenvolvimento acadêmico.

No Brasil, as pessoas com determinadas deficiências, como aquelas com distúrbios neurológicos, têm sido historicamente associadas a escolas especiais, onde os profissionais podem oferecer educação diferenciada de acordo com as necessidades de cada indivíduo. A situação atual se configura de diferentes formas, onde os avanços na educação, tecnologia e pesquisas sobre pessoas com deficiência têm permitido (ainda que lentamente) tanto a educação geral quanto a educação especial na mesma sala de aula, o que para as pessoas com deficiência é uma poderosa ferramenta de inclusão, especialmente para crianças.

O filósofo Émile Durkheim acreditava que as pessoas são influenciadas por fatores sociais, que são fatores externos ao indivíduo, mas que determinam a maneira como pensam e se comportam. Para a educação especial, um de seus inibidores, são os preconceitos que ainda existem na sociedade como fatores sociais. A ideia de que os indivíduos não podem receber educação geral, mesmo com alguns ajustes, constitui uma barreira social que o Brasil precisa romper para ampliação da educação inclusiva.

Portanto, ao analisar os fatos, é necessário tomar medidas nacionais e sociais para corrigir esse impasse. O papel do Ministério da Educação é oferecer formação especializada para professores da rede pública para que possam ser capacitados para ensinar pessoas com deficiência. Ao final, apesar das diferenças e dificuldades, é papel da sociedade como um todo incentivar e acolher as pessoas com deficiência em suas trajetórias escolar e social.