Desafios para a educação de pessoas com transtornos neurológicos nas escolas brasileiras

Enviada em 06/10/2022

No século XX o nazismo foi capaz de inserir na mentalidade de muitos alemães a ideia de que as diferenças eram defeitos que de forma alguma poderiam ser aceitos pela sociedade. Atualmente a discriminação de pessoas com necessidades especiais, ainda que existente, vem perdendo espaço para as leis de inclusão social. Porém, a criação dessas é ainda um pequeno passo para que a inclusão seja de fato real.

Segundo o Censo de 2010, os portadores de necessidades especiais compõem 24% da população brasileira. Contudo, o restante da população que convive com essas pessoas parece não ter sido educada de maneira a conviver com as diferenças. Em 2015, uma campanha realizada pela prefeitura de Curitiba pedia o fim dos privilégios para deficientes, e antes que o real intuito da campanha fosse revelado, uma onda de protestos inundou as redes sociais mostrando que as pessoas não se deram conta de que é essa a bandeira que estão erguendo quando desrespeitam um direito por eles conquistado.

Nas demais áreas a discriminação a eles não tem sido diferente. Isso pode ser visualizado nos altos índices de desemprego devido à falta de credibilidade daqueles que os empregam. Poucas empresas possuem um ambiente adequado para que eles possam exercer seu trabalho de forma eficaz. Na área dos esportes, os atletas paraolímpicos enfrentam uma grande dificuldade para conseguir patrocínio. Nas escolas são raras as que possuem um ambiente acessível às suas necessidades. Esses fatos permitem sintetizar que em algum momento a sociedade sofreu um “Lamarkismo Social”, e pelo desuso da equidade, essa vem sendo perdida a cada geração.

Assim, fica claro que muitos esforços serão necessários para que a inclusão possa ser de fato alcançada. Com base no pensamento de Kant, que afirmou que o homem não é nada além do que a educação faz dele, o Ministério da Educação poderia promover palestras, ministradas por psicólogos nas escolas a pais e filhos, que demonstre as dificuldades diárias enfrentadas pelos portadores de deficiência, transmitindo a mensagem de inclusão, para que cada família possa exercer uma educação que a inclua o respeito às diferenças.